Amar, para ti, é manter tudo quentinho
«O que é que o meu mapa astral diz sobre a minha maneira de amar?» Uma parte já deves saber. Amas devagar, e depois para sempre. Lembras-te das pequenas coisas. És tu quem mantém tudo a funcionar.
O Sol estava em Touro no dia em que nasceste. Touro não se apaixona à primeira vista. Não tem pressa: observa, espera para ver se uma coisa é verdadeira e se veio para ficar. Mas, depois de escolheres alguém, já não largas. Ir embora é quase impensável para ti, mesmo nos dias em que ficar dói.
E nasceste com a Lua em Caranguejo, por isso amas com um cuidado que se sente. O prato que guardas quentinho. O casaco que levas contigo porque sabes que se vão esquecer dele. O aniversário de que mais ninguém se teria lembrado. O amor, para ti, é uma coisa que se faz, em silêncio, quase sempre antes de alguém pedir.
Há uma parte que é mais difícil de ver. Quando o cuidado não te é devolvido da mesma maneira, não dizes nada. Fazes um bocadinho mais. A tua cabeça diz: «Se eu cuidar bem deles, ninguém se vai embora.» E, aos poucos, amar passa a ser ficar de vigia.
Será que dar é também uma forma de não teres de pedir? Pedir é arriscar ouvir um não. Cuidar de alguém mantém-te ocupada e necessária, e ser necessária parece-se muito com estar segura.
Repara no que se passa dentro de ti quando alguém simplesmente te dá alguma coisa, sem teres feito nada para a merecer. Um pequeno embaraço. Calor na cara, um aperto no estômago, uma vontade imediata de dar qualquer coisa em troca. Se quiseres, fecha os olhos, deixa as mãos pousadas com as palmas para baixo e sente esse aperto por dentro, com atenção. Não tens de o mudar. Se quiseres parar, paras.
A tua maneira de amar é constante e profunda. Isso, o teu mapa mostra-o com clareza. A pergunta que fica por baixo talvez seja mais silenciosa: se deixas que esse mesmo amor chegue até ti.
